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ARTIGOS

AQUELAS CAMISAS TRICOLORES

 


Família tricolor: Fernando, João Fernando, Amanda Vasti e Elvira Régia.

Publicado em 13/11/2021. Atualizado em 26/05/2022.

“Aquela camisa vermelha, azul e branca por si só impõe respeito”. (José Blanchard Girão Ribeiro, jornalista, 1929-2007)

Como diz a marchinha: "O feitiço do teu jogo está nas cores, daquelas camisas tricolores". Fui fisgado pela mística daquelas camisas e transferi para o meu filho, João Fernando, esta paixão pelo Fortaleza Esporte Clube, o “Leão do Pici”, que foi iniciada há 46 anos, em 1976.

Meu amado pai, Etevaldo Lima Cruz (1935-2010), era torcedor do Ceará Sporting Club, o “Vovô de Porangabussu”, porém, influenciado por um saudoso primo, João Bosco Lima de Sousa (1951-1976), falecido prematuramente aos 25 anos de idade, me tornei um torcedor tricolor, arrebatado pelo brilho e pela mística “daquelas camisas tricolores”.

O azul, vermelho e branco, que ilustram o uniforme do Fortaleza Esporte Clube, são uma homenagem do seu fundador, Alcides de Castro Santos (1889-1971), filho do político e professor Agapito Jorge dos Santos (1853-1916), às cores da bandeira francesa e aos sentimentos de liberdade, igualdade e fraternidade, os ideais iluministas da Revolução Francesa.

Ao longo desses 46 anos muitas emoções foram vividas, sem arrefecer, em nenhum momento, mesmo naqueles mais difíceis passados na Série C do Campeonato Brasileiro, durante longos e penosos oito anos consecutivos, cuja saída, em 2017, marcou o início de uma trajetória gloriosa.

Tive a oportunidade de testemunhar jogos memoráveis do Fortaleza Esporte Clube nos campeonatos Cearense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Brasileiro (nas Séries A, B e C), tendo como palco os estádios Presidente Vargas, o PV, e Plácido Aderaldo Castelo, o Castelão, que tem a denominação de um ilustre conterrâneo mombacense e que foi transformado em Arena.

De tantos jogos inesquecíveis, cito dois momentos marcantes que foram as ascensões para o Brasileiro (Série A), nos anos de 2002 e 2004, contra as equipes do Criciúma e do Avaí, ambas de Santa Catarina, no Castelão.

Em 2002, no dia 30 de novembro, enfrentamos o Criciúma na primeira partida da final do Brasileiro – Série B, do qual fomos vice-campeões. Vencemos por 2 a 0, com gols de Vinícius e Finazzi. Esse jogo foi um sufoco. Primeiro foi a dificuldade de acesso ao Castelão com 55 mil torcedores. Meu filho, João Fernando, com apenas um ano e quatro meses, entrou no Castelão sobre os meus ombros. Acompanhados da minha esposa, Elvira Régia, ficamos nas cadeiras inferiores. Depois foi o barulho ensurdecedor da torcida e dos fogos de artifício. A cada estouro era um choro do João Fernando. Coincidentemente havia um médico conhecido ao nosso lado que me deu algodão para colocar nos ouvidos do meu filho. Só assim ele se acalmou e conseguimos assistir o espetáculo até o final.

No ano seguinte, em 2003, participamos do Brasileiro – Série A, mas fomos rebaixados novamente para a Série B. Em 2004 o Fortaleza Esporte Clube chegou na última rodada do quadrangular final do Brasileiro – Série B, no dia 11 de dezembro, na lanterna, precisando ganhar do Avaí por dois gols de diferença e torcer por uma derrota do Bahia, na Fonte Nova, contra o Brasiliense. Ganhamos do Avaí por 2 a 0, com gols de Marcelo Lopes e Ronaldo Angelim, acompanhados por 21 mil crédulos torcedores, entre eles eu e meu filho João Fernando, que já tinha três anos e quatro meses. Em Salvador, da Baía de Todos-os-Santos, o Brasiliense ganhou do Bahia por 3 a 2, tornando-se campeão da Série B. Mas subimos novamente para a Série A.

Iniciei minha trajetória como torcedor do Leão do Pici, em 1976, aos sete anos de idade. Meu filho, João Fernando, teve o privilégio de ter nascido tricolor. Não tem preço ter vivido todos esses momentos!




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