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Acervo Iconográfico III
Heráldica e Vexilologia

LIVRO
Padre Sarmento de Benevides: poder e política nos sertões de Mombaça (1853-1867)
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Clique para ouvir o depoimento de Fernando Cruz à rádio Assembléia FM 96,7 sobre a história político-administrativa de Mombaça, em 16/03/2009.

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ARTIGOS

A OCASIÃO FAZ O LADRÃO?

 


O prefeito municipal de Mombaça José Marques de Sousa (ao centro) lançando campanha educativa de limpeza pública, com a colocação de caixas coletoras de lixo nas principais ruas da cidade, em 1967.

Há alguns anos recebi uma mensagem, por e-mail, do Sr. Antonio Edmir Amaral, ex-secretário de Agricultura de São Benedito, município cearense conhecido pelo epíteto de “Cidade das Flores”, localizado na Serra da Ibiapaba, a respeito de José Marques de Sousa (1922-1973), meu padrinho de batismo e tio afim, pois o mesmo era casado com a minha tia materna Francisca Lima de Sousa (1929-1994).

José Marques de Sousa foi vereador da Câmara Municipal de Mombaça, no quadriênio 1959-1963, da qual foi seu presidente, e prefeito municipal de Mombaça, no período de 1967-1971.

Na segunda metade da década de 1960, o Sr. Antonio Edmir Amaral trabalhava na empresa Wellington Publicidades que comercializava coletores de lixo e postes de iluminação pública.

Em suas andanças pelo interior cearense, de passagem por Mombaça, fez uma visita ao então prefeito municipal, José Marques de Sousa, com o intuito de divulgar e comercializar os seus produtos.

Segundo Edmir, o prefeito municipal José Marques de Sousa resolveu fazer um pedido de coletores de lixo para o município de Mombaça e como era uma prática rotineira, os gestores municipais solicitavam um desconto de, no mínimo, 10% sobre o valor total da compra, que era dado “por fora” da nota fiscal e repassado ao gestor.

Edmir, ainda um jovem e inexperiente vendedor, acostumado com aquilo que habitualmente se fazia, perguntou ao prefeito municipal José Marques de Sousa como ele queria o desconto, no que foi prontamente repreendido: “O desconto que o prefeito teria direito, a empresa mandasse em mercadoria para a prefeitura, pois o dinheiro era do município e ele não tinha o direito de ficar com este desconto”.

O jovem vendedor ficou pasmado diante daquela situação, pois tinha sido o primeiro gestor municipal, de muitos até então visitados, que agira daquela maneira, recusando a “bonificação” oferecida.

Só lhe restou pedir desculpas e agradecer pela venda efetuada.

Ficou a certeza de que o velho e o novo se confundem. Hoje, como antigamente, há bons e maus gestores, há corruptos e incorruptíveis. Em meio ao turbilhão da política ainda dá para separar o joio do trigo!

(Publicado no jornal O Estado, Fortaleza-Ce, Edição nº 24.124, 25/08/2021).




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