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Clique para ouvir o depoimento de Fernando Cruz à rádio Assembléia FM 96,7 sobre a história político-administrativa de Mombaça, em 16/03/2009.
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QUEM SOU


Fernando Antonio Lima Cruz

A origem do indivíduo é o berço de toda a humanidade, e sem ela, o homem se torna alheio ao meio que o cerca, pois não consegue entender o presente, que é fruto do seu passado.” (Raffini, pensador e jurisconsulto)

Fernando Antonio Lima Cruz, filho de Etevaldo Lima Cruz (05/02/1935) e Francisca Zeneida Lima Cruz (25/09/1938). Propagandista. Parafraseando Rodolfo Teófilo, farmacêutico e escritor cearense - nascido na Bahia, que ao ser indagado sobre seu lugar de origem costumava dizer "Sou cearense porque quero", afirmo que sou mombacense de Senador Pompeu, Ceará, aonde nasci aos 18 de fevereiro de 1969. Tenho um irmão, Raugir Lima Cruz (15/01/1966), Oficial de Justiça da Comarca de Quixelô-Ce, graduado em Pedagogia, pela Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu (FECLI), bacharel em Direito e pós-graduado em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Regional do Cariri (URCA). Sou bacharel em Administração pela Faculdade de Ciências Humanas de Fortaleza (FCHFOR), da UNICE - Ensino Superior, cursei o 1º semestre (2005.1) do curso de Direito da Faculdade Farias Brito (FFB) e atualmente sou estudante do curso de licenciatura específica em História da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e do curso de especialização em História do Brasil do Instituto Superior de Teologia Aplicada (Faculdades INTA). Sou sócio da Associação Nacional de História (ANPUH), sócio efetivo da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia (ASBRAP) e sócio colaborador do Colégio Brasileiro de Genealogia (CBG). Torcedor do Fortaleza Esporte Clube, do qual sou sócio proprietário desde 18/10/2001. Casado com Elvira Régia Mota Correia Cruz (14/12/1971), tendo dois filhos: João Fernando Mota Correia Lima Cruz (01/08/2001) e Amanda Vasti Mota Correia Lima Cruz (23/11/2004).

Para justificar a minha naturalidade de Mombaça, cidade aonde vivi a minha infância, adolescência e início da fase adulta, tomo como princípio o Jus Sanguinis, que para se determinar a nacionalidade primária usa o critério da origem sanguínea (direito de sangue). Diferentemente do Jus Soli, que leva em conta o local onde o indivíduo nasceu, independente da nacionalidade dos pais (direito de solo). Portanto, considero-me um “polipátrida”, sou mombacense (pelo direito de sangue) e pompeuense (pelo direito de solo).

Outra justificativa mais convincente são as minhas ascendências paterna e materna. Sou descendente direto de dois dos primeiros habitantes de Mombaça: Maria Pereira da Silva (é minha nonavó) e Pedro da Cunha Lima (é meu pentavô).

ASCENDÊNCIA PATERNA

MARIA PEREIRA DA SILVA, minha nonavó, era pernambucana, e foi a primeira proprietária de uma légua de terra de frente por meia légua de fundos para cada lado do rio Banabuiú, no local conhecido por Boca da Picada. É dentro desta légua de terra que está situada a cidade de Mombaça. Maria Pereira da Silva instalou a sua fazenda de criar e a denominou de Fazenda Maria Pereira, posteriormente, passando o lugar a distrito de Maria Pereira. A sua casa residencial ficava quase no centro da atual praça principal da cidade, nas proximidades da Igreja Matriz, onde em sua companhia morava a sua filha caçula MARIA TERESA DE SOUZA, minha octavó.

Com a criação da freguesia em 6 de setembro de 1832, desmembrado o seu território da antiga freguesia de Santo Antônio de Quixeramobim, o distrito passou a ser chamado de freguesia de Nossa Senhora da Glória de Mombaça, compreendendo os territórios dos atuais municípios de Mombaça, Pedra Branca e Senador Pompeu. Depois, com a elevação a município em 27 de novembro de 1851, conforme Resolução nº 555, batizaram o novo município com o nome de Maria Pereira, numa homenagem à antiga proprietária da fazenda. Em 9 de julho de 1892, pelo Decreto nº 69, o nome do município foi mudado para Benjamin Constant, voltando a denominar-se Maria Pereira em 21 de setembro de 1918, através da Lei nº 1565. Todavia, havia uma tradição mais livre, pois o povo, apesar de reconhecer Maria Pereira, como fundadora do lugar, sempre chamou a esta terra de Mombaça, topônimo legado pelos portugueses e que foi sempre o da primitiva povoação. E assim, atendendo a este fato, como a estudos históricos também dos filhos desta região, o Decreto-Lei nº 1114, de 30 de dezembro de 1943, fez voltar o topônimo a sua mais antiga denominação de Mombaça.

Quanto à dúvida de que Maria Pereira da Silva teria sido casada ou não, o livro “Nobiliarchia pernambucana”, vol. IV, p. 258-261, esclarece: o casal João da Cunha Pereira e Maria Pereira da Silva morava em Pernambuco, quando pediu terras no Banabuiú. Maria Pereira da Silva era casada com João da Cunha Pereira, irmã de Antonio Pereira da Cunha e filha de Cosme Pereira da Cunha¹, almoxarife da Fazenda Real em Pernambuco e de Brites da Silva. O casal teve dez filhos que são citados cronologicamente em seguida:

1- João da Cunha Pereira, morava no engenho de São Braz do Cabo, onde casou com uma filha do capitão-mor Luiz Nunes;

2 - Cosme Pereira da Cunha;

3 - Pedro da Cunha Pereira, que também casou com outra filha do capitão-mor Luiz Nunes;

4 - José da Cunha Pereira, que casou com uma filha de Agustinho Cardoso da Barreta;

5 - Antonio da Cunha Pereira, viveu na sua fazenda da Roqueira em Jaguaribe, foi sargento-mor do regimento da Cavalaria das Várzeas de Jaguaribe e Quixeramobim. Casou-se com Paula de Souza Cavalcante, filha do capitão Antonio de Souza Cavalcante e Rosa Maria Ribeiro.

6 - Ana da Cunha Pereira;

7 - Francisco de Paula Pereira, que casou-se com outra filha de Agustinho Cardoso da Barreta;

8 - Joaquim José da Cunha, que no ano de 1767 se ajustou a casar nos Cariris Novos com uma filha do capitão Domingos Paes Landim;

9 - Maria da Cunha Pereira, que casou-se com o capitão Theodoro Fernandes de Amorim no Rio Grande do Norte;

10 - MARIA TERESA DE SOUZA, minha octavó, de quem descende a grande parte das famílias de Mombaça.

MARIA TERESA DE SOUZA, minha octavó, 10ª filha dos meus nonavós, João da Cunha Pereira e Maria Pereira da Silva, casou com o português PEDRO DE SOUZA BARBALHO, meu octavô. Já viúva, Maria Teresa de Souza foi quem por escritura pública de 24 de janeiro de 1781, fez a doação de “cem braças de terra no sítio Maria Pereira, à margem do rio Banabuiú, que possuía por doação que lhe fez o mesmo Pedro de Souza Barbalho, para patrimônio de uma Capela sob a invocação de Nossa Senhora da Glória, Capela esta que pretende erigir com autorização do Ordinário e para seu rendimento e para que possa subsistir enquanto o mundo for mundo, e ainda mais cem palmos no mesmo sítio para o adro e corredores da mesma Capela”. Na mesma escritura, Antônio de Lemos Almeida e sua mulher Eugênia Gonçalves de Carvalho, residentes na fazenda Onça, doaram também ao patrimônio da Capela, meia légua de terra no riacho Aba da Serra e mais trinta vacas e um touro. Assinaram a mencionada escritura como testemunhas o sargento-mor Pedro de Abreu Pereira e Jerônimo da Costa Leite, ricos fazendeiros dos sertões de Mombaça.

Do casamento de meus octavós PEDRO DE SOUZA BARBALHO e MARIA TERESA DE SOUZA, nasceu minha septavó MAURÍCIA PEREIRA DA SILVA, que casou com meu septavô, o sargento-mor PEDRO DE ABREU PEREIRA, primeiro proprietário da fazenda Santa Quitéria. Pais de cinco filhos:

1 - Joana Batista do Carmo, falecida solteira.

2 - FRANCISCA GERTRUDES DA CONCEIÇÃO, casada com ANTÔNIO FERREIRA MARQUES, meus sextavós;

3 - Eugênia Gonçalves de Carvalho, casada com Antônio de Lemos Almeida;

4 - Manuel Pereira da Silva, casado com Francisca Maria de Jesus, pais do professor Bernardo da Silva Pereira, do capitão Antônio Honorato Silva Limoeiro e de Maurícia Pereira da Silva (era a mãe de Francisco Aderaldo de Aquino e trisavó do ex-governador do Estado do Ceará Plácido Aderaldo Castelo);

5 - Pedro de Abreu Pereira Filho, falecido solteiro, deixando dois filhos naturais.

FRANCISCA GERTRUDES DA CONCEIÇÃO, 2ª filha dos meus septavós sargento-mor Pedro de Abreu Pereira e Maurícia Pereira da Silva, casou com o pernambucano ANTÔNIO FERREIRA MARQUES. Meus sextavós paternos eram pais de:

1 - PEDRO FERREIRA MARQUES, casado com ANA JOAQUINA DE JESUS, meus pentavós;

2 - Vicente Ferreira Marques Palmeira, casado com Ana Joaquina da Visitação;

3 - Raimundo Ferreira Marques, casado com Tomásia Ferreira Marques, pais de José Ferreira Marques Brasil, Leonardo Ferreira Marques (Barão de São Leonardo), capitão Bento Ferreira Marques Brasil e Antônia Ferreira Marques casada com Francisco Aderaldo de Aquino, pais do tenente-coronel José Aderaldo de Aquino (avô materno do ex-Governador do Estado do Ceará Plácido Aderaldo Castelo), Ernesto Honório Aderaldo de Aquino (avô paterno do intelectual Mozart Soriano Aderaldo) e Miguel Plácido Aderaldo de Aquino;

4 - Joaquim Ferreira Marques;

5 - Antônia Nazária Marques, casada com José da Costa Vieira (tetravós do Sr. Manuel Costa Sobrinho, pai do Desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará, Dr. José Arísio Lopes da Costa).

PEDRO FERREIRA MARQUES, meu pentavô, 1º filho de meus sextavós Antônio Ferreira Marques e Francisca Gertrudes da Conceição, e trineto de minha nonavó Maria Pereira da Silva, casou com ANA JOAQUINA DE JESUS, minha pentavó. Pais de:

1 - Francisca Gertrudes da Conceição;

2 - Maria Antônia de Jesus, casada com o professor Bernardo da Silva Pereira (irmão do capitão Antônio Honorato Silva Limoeiro e de Maurícia Pereira da Silva), pais do padre Pedro de Abreu Pereira;

3 - Joaquina de São Pedro Marques;

4 - Isabel da Purificação Marques;

5 - Maria do Espírito Santo Marques;

6 - Maria Francisca de Jesus Marques (Mulherzinha);

7 - Teotônio Ferreira Marques;

8 - JOSÉ LUCAS EVANGELISTA, meu tetravô;

9 - Maria de Santana Marques (Santaninha);

10 - Francisco Ferreira Marques.

JOSÉ LUCAS EVANGELISTA, meu tetravô, 8º filho de Pedro Ferreira Marques (o primeiro) e Ana Joaquina de Jesus, meus pentavós, e tetraneto de Maria Pereira da Silva, casou com ANA JOSEFA DE LIMA, minha tetravó. Pais de:

1 - PEDRO MARQUES EVANGELISTA (velho Pedro Lucas, do Sítio Picada), meu trisavô;

2 - Paulo Marques Evangelista;

3 - Antônio Marques Evangelista;

4 - João Marques Evangelista;

5 - José Marques Evangelista;

6 - Ana Marques Evangelista;

7 - Francisco Marques Evangelista.

PEDRO MARQUES EVANGELISTA (velho Pedro Lucas, do Sítio Picada), meu trisavô, 1º filho de José Lucas Evangelista e Ana Josefa de Lima, e pentaneto de Maria Pereira da Silva, casou com CLAUDINA MARIA DA CONCEIÇÃO, minha trisavó. Pais de:

1 - JOÃO MARQUES EVANGELISTA (João Lucas, do Sítio Picada), meu bisavô;

2 - Maria Marques Evangelista;

3 - Emídio Marques Evangelista;

4 - Joaquim Marques Evangelista (Joaquim Lucas);

5 - Ana Marques Evangelista;

6 - Josefa Marques Evangelista;

7 - Calixto Marques Evangelista;

8 - Cecília Marques Evangelista;

9 - Pedro Marques Evangelista.

JOÃO MARQUES EVANGELISTA (João Lucas, do Sítio Picada), meu bisavô, 1º filho de Pedro Marques Evangelista e Claudina Maria da Conceição, e sextaneto de Maria Pereira da Silva, casou com MARIA LOPES DE LIMA, minha bisavó. Pais de:

1 - ANTONIA MARQUES DE LIMA, minha avó, casando-se ficou ANTONIA LIMA CRUZ;

2 - Pedro Marques de Lima;

3 - Elcias Marques de Lima, casado com Francisca Aderaldo Marques, filha de Manoel Aderaldo de Aquino (Neném) e Francisca Moreira de Oliveira. O Sr. Manoel Aderaldo de Aquino era tio do intelectual Mozart Soriano Aderaldo;

4 - Édson Lima Marques;

5 - Claudina Marques de Lima;

6 - Elícia Marques de Lima;

7 - Enoque Lima Marques.

ANTONIA LIMA CRUZ, minha avó, 1ª filha de João Marques Evangelista (João Lucas, do Sítio Picada) e Maria Ferreira Lopes, septaneta de Maria Pereira da Silva, casou com RAUGIT FERNANDES CRUZ, meu avô, filho de Raymundo Nonato da Cruz e Maria Lins Cruz. Pais de:

1 - ETEVALDO LIMA CRUZ, meu pai;

2 - Eládio Lima Cruz, viúvo, foi casado com Tereza Pereira Cruz;

3 - Maria Eliete Lima Cruz, separada, foi casada com Manoel Batista Xavier.

ETEVALDO LIMA CRUZ, meu pai, 1º filho de Raugit Fernandes Cruz e Antonia Lima Cruz, octaneto de Maria Pereira da Silva, casou com FRANCISCA ZENEIDA LIMA CRUZ, tetraneta do capitão português Pedro da Cunha Lima, minha mãe. Pais de:

1 - Raugir Lima Cruz, separado de Solange Martins Cruz, pais de Marcelo Martins Lima Cruz;

2 - FERNANDO ANTONIO LIMA CRUZ.

FERNANDO ANTONIO LIMA CRUZ, 2º filho de Etevaldo Lima Cruz e Francisca Zeneida Lima Cruz, nonaneto de Maria Pereira da Silva e pentaneto do capitão português Pedro da Cunha Lima, casou com ELVIRA RÉGIA MOTA CORREIA CRUZ, filha de João Correia do Nascimento e Antonia Mota do Nascimento. Pais de:

1 - João Fernando Mota Correia Lima Cruz;

2 - Amanda Vasti Mota Correia Lima Cruz.

ASCENDÊNCIA MATERNA

O capitão PEDRO DA CUNHA LIMA, meu pentavô, um dos primeiros habitantes de Mombaça, era natural de Ponte de Lima, Portugal, filho de Manuel Cerqueira da Cunha e de Maria Sá da Cunha. Casou-se com Ana Maria de Jesus ou Ana Teresa de Jesus, filha dos portugueses João Francisco Morim e Luzia dos Santos. Foi possuidor de avultada fortuna. Do inventário de sua mulher procedido em 1768 consta que possuía quinze léguas de terra, muito gado e escravos. Da descrição e avaliação dos semoventes constam: 550 (quinhentos e cinqüenta) vacas paridas avaliadas a mil seiscentos e oitenta réis. Residia na fazenda Casa Forte, à margem do rio Banabuiú, a cinco léguas da cidade de Mombaça, lado do poente.

Do seu casamento com Ana Maria de Jesus ou Ana Teresa de Jesus, nasceram quatro filhos:

1 - Manoel da Cunha Lima, tenente, natural de Recife-PE, casou-se com Luiza Pereira de Azevedo, também conhecida como Luiza Rodrigues Pereira, filha de José Rodrigues Pinto e de Lourença Pereira de Azevedo, no dia 12/06/1767, na capela Nossa Senhora do Rosário, Aracati-CE;

2 - José Francisco de Sales;

3 - Joana Teodora de Jesus;

4 - Inácia Maria de Jesus, casada em 2ª núpcias com Tomás Ferreira de Magalhães (septavós do Sr. Manuel Costa Sobrinho, pai do desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará, Dr. José Arísio Lopes da Costa).

Enviuvando, o capitão PEDRO DA CUNHA LIMA, meu pentavô, uniu-se à mulata RITA (segundo Augusto Tavares de Sá e Benevides, in Mombaça: biografia de um sertão, 1980, p. 59), que seria filha de pai branco e mãe preta, ou vice-versa, minha pentavó, escrava, que foi alforriada ao nascer a sua primeira filha, e de cuja união nasceram os seguintes filhos:

1 - Angélica, casada com Manuel Pinto Nogueira;

2 - José dos Reis Lima;

3 - PEDRO DA CUNHA LIMA, meu tetravô;

4 - Luís da Cunha Lima;

5 - Francisco da Cunha Lima.

PEDRO DA CUNHA LIMA, meu tetravô, 7º filho do capitão Pedro da Cunha Lima e o 3º filho com a mulata Rita, meus pentavós, era pai de COSME DA CUNHA LIMA casado com ANA JOAQUINA DA CONCEIÇÃO, meus trisavós. Estes eram pais de:

1 - Raimundo Nonato Lima (velho Raimundo Cosme);

2 - Cosme Ferreira Lima;

3 - Damião Ferreira Lima;

4 - Vicente Ferreira Lima (velho Vicente Cosme, do Sítio Areias);

5 - Maria José de Jesus;

6 - Maria Santana de Jesus;

7 - Antônio José de Lima (velho Antônio Cosme, do Sítio Mandacaru);

8 - MARIA DA CONCEIÇÃO LIMA (dona Conceição), minha bisavó;

9 - Francisco Cosme de Lima (velho Chico Cosme, do Sítio Mandacaru).

MARIA DA CONCEIÇÃO LIMA (dona Conceição), minha bisavó, 8ª filha de Cosme da Cunha Lima e Ana Joaquina da Conceição, bisneta do capitão Pedro da Cunha Lima, casou com JOSÉ CAMILO DE LIMA (José Fagundes), meu bisavô, filho de Cornélio Pereira de Castro e Josefa Maria da Conceição. Pais de:

1 - LUÍS GONZAGA DE LIMA (Luís Fagundes), meu avó, falecido aos 85 anos de idade;

2 - Luísa Gonzaga Paulino, falecida aos 90 anos de idade, casada com Abdon Paulino e Silva;

3 - Maria José de Lima (Mariinha), falecida inupta aos 96 anos de idade;

4 - Ana de Lima (Donana), falecida inupta;

5 - Augusta de Lima, falecida inupta;

6 - Maria Júlia de Lima, falecida inupta aos 77 anos de idade;

7 - Georgenor de Lima (Jorge Fagundes), falecido aos 68 anos de idade, casado com Nívea Medeiros de Lima, falecida;

8 - Francisco Fagundes de Lima, falecido aos 72 anos de idade, casado com Amália Frota.

LUÍS GONZAGA DE LIMA (Luís Fagundes), meu avô, 1º filho de José Camilo de Lima (José Fagundes) e Maria da Conceição Lima (dona Conceição), trineto do capitão Pedro da Cunha Lima, casou com LICÍNIA CAVALCANTE LIMA, minha avó, filha de Misael Cavalcante e Maria Cavalcante Mota. Pais de:

1 - Maria Cavalcante Lima, falecida ainda criança;

2 - José Cavalcante Lima, falecido ainda criança;

3 - Helena Cavalcante Lima, falecida ainda criança;

4 - Francisca Lima de Sousa, minha madrinha de batismo, casada com José Marques de Sousa, ex-prefeito municipal de Mombaça (1967/1971), falecidos;

5 - Maria Lima Siqueira, casada com Pedro Lopes de Siqueira, falecidos;

6 - Francisca Zilá Cavalcante Pinheiro, casada com Valter Sales Pinheiro, falecidos;

7 - Francisco Cavalcante Lima, falecido solteiro;

8 - Francisca Zená Cavalcante Pinheiro, casada com Francisco José Pinheiro, falecidos;

9 - FRANCISCA ZENEIDA LIMA CRUZ, minha mãe;

10 - Francisca Zení Lima Siqueira, falecida, foi casada com Francisco Lopes Siqueira;

11 - Francisco Misael Cavalcante Lima, casado com Ângela Cavalcante de Lima.

12 - Francisca Zenilda Lima Fernandes, falecida, foi casada com Lourival Fernandes;

13 - Francisca Zilda Cavalcante Lima, falecida ainda criança;

14 - Francisca Zilda Cavalcante Aires, casada com Marcos Afonso Castelo Aires, filho do Dr. Edmilson dos Santos Aires, ex-prefeito municipal de Mombaça (1943/1944), e de Maria Graziela Castelo Aires, irmã do Dr. Plácido Aderaldo Castelo, ex-governador do Estado do Ceará (1966/1971);

15 - Francisco Antonio Cavalcante Lima, falecido, foi casado com Teresinha Alves Carneiro Lima.

FRANCISCA ZENEIDA LIMA CRUZ, minha mãe, 9ª filha de Luís Gonzaga de Lima (Luís Fagundes) e Licínia Cavalcante Lima, tetraneta do capitão Pedro da Cunha Lima, casou com ETEVALDO LIMA CRUZ, octaneto de Maria Pereira da Silva, meu pai. Pais de:

1 - Raugir Lima Cruz, separado de Solange Martins Cruz, pais de Marcelo Martins Lima Cruz;

2 - FERNANDO ANTONIO LIMA CRUZ.

FERNANDO ANTONIO LIMA CRUZ, 2º filho de Etevaldo Lima Cruz e Francisca Zeneida Lima Cruz, pentaneto do capitão Pedro da Cunha Lima e nonaneto de Maria Pereira da Silva, casou com ELVIRA RÉGIA MOTA CORREIA CRUZ, filha de João Correia do Nascimento e Antonia Mota do Nascimento. Pais de:

1 - João Fernando Mota Correia Lima Cruz;

2 - Amanda Vasti Mota Correia Lima Cruz.

(Fontes: Minha árvore genealógica, de Manuel Costa Sobrinho; Mombaça: biografia de um sertão, de Augusto Tavares de Sá e Benevides; Nobiliarchia pernambucana, de Antonio José Victoriano Borges da Fonseca; Onde estamos, de Artur Augusto Castelo Benevides; Antigas Famílias, de Francisco Augusto, disponível em http://familiascearenses.com.br/images/ANTIGAS.pdf. Acesso em 29 ago. 2006; Uma Família do Aracati - Ascendentes do Padre Ibiapina, de Francisco Augusto, disponível em http://familiascearenses.com.br/images/PINTO.pdf. Acesso em 20 jun. 2007; A família Barbosa Cordeiro, de Vinícius Barros Leal, disponível em http://www.ceara.pro.br/Instituto-site/Rev-apresentacao/RevPorAno/2005/2005-AFamiliaBarbosaCordeiro.pdf. Acesso em 24 jul. 2009)

1. Cosme Pereira da Cunha - Na realidade chamava-se Cosme Pereira Façanha, sendo erroneamente nomeado por Cosme Pereira da Cunha na obra de Borges da Fonseca. Segundo o historiador e genealogista Vinícius Barros Leal em A família Barbosa Cordeiro (Revista do Instituto do Ceará, 2005, p. 17-27) "Na obra de Borges da Fonseca sobre as famílias de elite estas personagens são muito citadas, mas em alguns casos, por dificuldade de leitura de manuscritos ou por erros tipográficos já da nossa época, na primeira e única edição deste livro raro aparecem inexatidões gravíssimas, como no caso que apresento. O nome do sogro de dona Isabel Barbosa aparece muito truncado, especialmente leitura e transcrição da palavra Façanha, que aparece como Pessanha, Peçanha e 'da Cunha', dificultando o estudo dessa parentela". O historiador Rafael Ricarte da Silva em A formação da primeira elite colonial dos sertões de Mombaça: Terra, família e poder (1706-1782) (Revista do Arquivo Público do Estado do Ceará, 2009, p. 155-168) cita que "Cosme Pereira Façanha, residente em Pernambuco, quando dos seus dois pedidos de terras feitos em 1706 em conjunto com outros requerentes, era almoxarife da Fazenda Real de Pernambuco, cargo ocupado por cerca de 18 anos. Este cargo era importante no período, pois o almoxarife da Fazenda Real era uma das autoridades responsáveis por controlar, fiscalizar o comércio existente na capitania. Portanto este deixa o cargo que ocupava na Capitania de Pernambuco e migra para os Sertões de Mombaça, onde estabelece sua propriedade".


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